Archive | abril, 2009

Over her dead body, de Jeff Lowell

28 abr

over_her_dead_bodyEu não gosto de assistir a filmes dublados, mas  Over her dead body (“Nem por cima do meu cadáver”) eu fiz questão de assistir assim. Achei os diálogos muito rápidos, e enquanto eu estava terminando de ler a legenda – e olha que eu leio rápido – já tinha perdido a piada. Eu estava um milésimo de segundo atrás dos atores.

O filme conta a história de um veterinário (Henri) cuja autoritária noiva (Kate) morre no dia do casamento.

Ele entra em depressão e a sua irmã, para ajuda-lo, pede a uma vidente (Ashley), para que ela convença Henri de que Kate está mandando mensagens do alem dizendo para ele seguir em frente com a sua vida.

Tudo bem até que os dois se apaixonam e uma ciumenta Kate ressurge para separar os dois.

O roteiro é engraçado, mas não gostei muito do elenco – as mulheres parecem se importar mais com sua aparência do que com sua personagem, e os homens parecem não ter muita personalidade. Mas vale a pena assistir!

Uma coisa que percebi vendo esse filme foi que os diálogos de uma comedia são bem mais rápidos, com frases curtas e respostas tipo pingue-pongue.. Quando estou escrevendo um diálogo, noto que quanto mais rápidos eles são, mais interessantes e engraçados, mas às vezes eu mesma acho que essa rapidez toda pode tornar o diálogo meio irreal.

Assistindo a esse filme, vi que obter um ritmo adequado é complicado. Às vezes, eu sentia que o texto do dialogo estava muito bom, mas que era tudo tão rápido que eu só entendia um milésimo de segundo depois.

Perdia o timing e a piada nem era tão engraçada. Eu não conseguia me ligar aos personagens quando isso acontecia, era como se eles estivessem correndo e me deixando para trás. Daí a idéia de assisti-lo dublado.

O filme é escrito e dirigido por Jeff Lowell.

Cenas que gostei:
1. Quando Kate está falando com o anjo no céu.

2. Quando tentam colocar a cachorrinha Beatrice na mesa do veterinário (Henri).

3. Quando Ashley tenta explicar para a irmã de Henri por que não pode mais vê-lo.
“Eu posso explicar!”
“Não, acho que eu não posso explicar..”
Muito bom.

Software para formatar roteiros

24 abr

Se você já tentou escrever um roteiro, sabe como é chato fazer a formatação no Word. Tem espaço para isso, espaço para aquilo, margens, nomes de personagens vão em letras maiúsculas etc.

Para facilitar a nossa vida, existem programas de formatação de roteiros. Eu uso o Celtx, que é gratuito, você baixa na internet, funciona muito bem, é todo em português, enfim…

O site para baixar o programa, que também é bem leve, é www.celtx.com

90 páginas no ScriptFrenzy

22 abr

page_1É isso, eu consegui. Vou ser uma ScriptFrenzy winner. Tudo bem que meu roteiro já terminou e ainda faltam dez páginas, mas na edição, acho que consigo incluir mais umas … ok, vai ser difícil, tenho que criar mais umas 8 cenas, mas acredito que dá para chegar a 100 páginas.

Tem que dar. Eu não vou nadar, nadar, e morrer na praia. E tambem não vou trapacear. Não, não. A não ser que seja preciso 🙂

Eu já recebi esse email do Frenzy me congratulando, com direito a fogos de artifício e tudo. Agora quero imprimir meu script inteiro para fazer ediçoes restantes.

“Definitely, Maybe”, de Adam Brooks

22 abr

definetly_maybeCorro atrás dos filmes do roteirista americano Adam Brooks desde que descobri que ele escreveu minha comédia romântica predileta, French Kiss. Mas depois de assistir a dois novos filmes dele, Winbledon e Definitely, Maybe (Três vezes amor), já estou desistindo.

Estou começando a achar que o Adam Brooks não escreve mais, só empresta seu nome. Enfim, isso pode ser uma grande calúnia.

Para quem não viu o filme, ele conta a história do assessor politico William, que está prestes a se divorciar da mãe de sua filha, Maya, uma menina bastante curiosa que, para ajudar o pai a ser feliz, resolve perguntar a ele todos os detalhes de sua história amorosa, do começo até os dias atuais.

Ele então descreve seus relacionamentos com três mulheres bem diferentes, trocando os nomes, para que Maya descobrisse sozinha quem era a sua própria mãe. No final, ela termina ajudando o pai a entender seus próprios sentimentos e a descobrir a quem ele ama de verdade.

É bom, mas nem tanto.

Cenas que eu gostei:
1. Quando William (Ryan Reynolds) treina a proposta de casamento com April (Isla Fischer):
– “Emily?”
– “Yes, William..” ☺ A cara da atriz Isla Fischer é impagável.

2. Rachel Weisz cantando “Ive got a crush on you”.

O Casamento Grego, de Nia Vardalos

19 abr

greek-wedding21Nia Vardalos é uma atriz canadense filha de gregos que resolveu escrever uma história auto-biográfica para ser encenada no teatro.

Assim foi criado um dos filmes que eu não canso de assistir, My Big Fat Greek Wedding (O casamento Grego), que custou US$ 5 milhões e faturou mais de US$ 180 milhões.

Para mim, o filme tem um dos melhores roteiros que já vi. E os atores que fazem os familiares de Toula estão perfeitos.

A história é simples: Toula é uma moça nascida nos Estados Unidos, mas cuja família veio da Grécia, e é altamente exótica, com costumes do tipo assar um carneiro (inteiro) no espeto no jardim de casa, só permitir casamentos entre gregos, cuspir nos filhos para afastar mau olhado, se meter na vida e nos negócios uns dos outros, ou seja, uma família que é , por si só, um personagem: barulhento, bonachão e impagável.

Toula é diferente. Ela quer estudar, fazer faculdade (as mulheres gregas nao devem estudar, devem casar virgens com um grego e ter filhos) e, para terminar, se apaixona por um americano, Ian, filho único de uma família bem chique – e silenciosa – de advogados.

É também a história de uma mulher (Toula) que, aos 30 anos, ainda não havia começado a viver sua própria vida. E que, depois que começa a realizar seus sonhos, descobre a si mesma e encontra a felicidade.

Está feita a estrutura do filme, inspirado na história de Nia, que também contrariou a família para casar com um ator americano.

Cenas memoráveis:
1. Quando a tia de Toula expulsa duas mulheres do sofá para sentar lá com os pais do noivo, Ian. Expulsar alguém do sofá porque você quer sentar? Nao. Eu morro de rir.
2. Quando essa mesma tia de Toula (ela é ótima) começa a contar aos pais de Ian, que são muito chiques, a história do caroço que ela tinha no pescoço, e que na verdade era a sua irmã gêmea.  Muito bom.

Estou no Script Frenzy

15 abr

script-frenzyAchei que não ia conseguir, que meu argumento não tinha força, que minha história não tinha climax, que eu não tinha feito curso de roteirista, e tudo o mais, maaaaaas….

Estou participando do Script Frenzy já com 11 páginas no meu supercontador de páginas. Estou atrasada, eu sei, já que tenho que ter 100 páginas até o dia 30 de abril.

Mas vai dar tudo certo. É tão legal ver o seu roteiro convertido para o PDF. Fica tão profissional que você se sente a roteirista.

Volta ao mundo com a mochila nas costas

3 abr

cecilia-gontijo_perfilOwwwwwwwwwwwwwww!! Morta de inveja!

A Cecília Gontijo está fazendo o que eu sempre quis fazer: uma volta ao mundo com a mochila nas costas. Todas as aventuras ela relata no seu blog De Mochila, no Portal ViajeAqui. Eu gosto muito dos textos, e me deu uma vontade de planejar uma viagem assim um dia.

A questão é a mesma: $$$$$

Quanto será que se gasta para sair sem eira nem beira, bem mambembe, pelo meio do mundo? Até porque você teria que ter um meio de renda para se manter durante as andanças, né? Como escrever para um blog. Mas isso eu faço com os pés  nas costas, como se diz por aqui.

Vale a pena visitar o site muitas vezes!