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Basquiat 2

26 set

Site de Jackson Pollock

26 set

No site Jacksonpollock.org é possível fazer sua própria action painting com o mouse.

Dubuffet 2

26 set

action painting

26 set

Jackson Pollock in action

“E um gesto é um plano com direção espacial e temporal, de que o signo pictórico é relatório. Podemos, reversivelmente, percorrer o signo em todas as direções, mas o signo é o campo de direções possíveis que o gesto – inrreversível desde que esboçado – nos impôs, através do qual o gesto original nos orienta na busca do gesto perdido, busca que termina ao reencontrar-se o gesto, e, nele, a intenção comunicativa”. p.174

Houve longa meditação até chegar àquele gesto. De certa forma, mesmo os (raros) autores que não meditam previamente, ou com intenção, no gesto que melhor expressa o que sente e quer dizer, mesmo estes gestos que parecem surgir “de um breve momento de inspiração e violência”, expressam um estado de espírito, um “estar no mundo” naquele momento, e até um pouco da concepção do autor sobre sua própria arte (o que pretende com ela), e portanto, sobre si mesmo, sobre sua condição ao menos temporária, naquele momento, como ser humano dentro de determinado contexto.

“Um exemplo desta confusão nos é dado pela pintura de Jackson Pollock. Perguntamo-nos: como é possível que o pintor faça pingar gostas de tinta sobre uma tela (posta no chão), desenhando e  compondo assim um quadro? Mas o gesto desenhado não é menos deliberado e intencional, quer o pincel toque ou não a tela; digamos que Pollock executou o gesto no ar, acima da tela, e que a tinta que pinga do pincel siga seu gesto.” p. 174

Delimitações da obra

26 set

A obra é um campo de escolhas realizadas, antes de ser campo a realizar. Portanto, ao buscarmos os limites entre uma obra aberta e uma obra que não chega a ser obra, por faltar-lhe definição, pensemos que a apresentação como obra já revela intenção do autor, e portanto um guia de limites à nossa percepção e sensibilidade [do fruidor].

Eco explica que um crítico de arte, após a fruição da obra, chega a suas conclusões após longos devaneios “depois que sua sensibilidade foi dirigida, controlada, endereçada pela presença de sinais que, por livres e casuais que sejam, são todavia fruto de uma intenção, e portanto obra.” p.173

Eco explica que até mesmo a action painting “não é apenas o registro de um evento telúrico casual: é o registro de um gesto”. P. 174 E é o registro de um gesto de um autor.

Dubuffet

26 set

Forma e abertura

26 set

Como exemplo de obra “informal”, Umberto Eco cita a de Dubuffet, que traz “seções de terreno no estado elementar, vistas perpendicularmente, não há mais abstração alguma, só a presença imediata da matéria para que possamos gozá-la em toda sua concreção”. p. 172, Obra Aberta, Umberto Eco

Mesmo em obras como esta, a intenção do autor está presente, até mesmo na escolha do material, forma como a paisagem foi representada, sequência, titulo etc. Ele não está apenas mostrando a natureza em estado bruto, pois esta é infinitamente mais rica de possibilidades sensoriais do que o quadro, mas está expressando sua intenção através da obra.