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The hero’s journey

16 ago

“They thought that it would be a disgrace to go forth as a group.
Each entered the forest at a point that he himself had chosen,
where it was darkest and there was no path. If there is a path it
is someone else’s path and you are not on the adventure.”

Joseph Campbell

Um dos tópicos mais interessantes na área de cinema é a “The Hero’s Journey“, proposta por Joseph Campbell.

“By studying the legends regarding the hero’s world, Campbell discoverd these are more or less the same stories but told over and over again with thousands of variations”. Claudio Dedola

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O Personagem IV

11 ago

Lembra das dimensões do personagem?

A segunda dimensão é a sociológica. Para estudá-la, devemos nos perguntar:

– Como foi a infância do personagem?
– Em que tipo de residência/vizinhança ele cresceu?
– Quais eram seus amigos?
– Qual era sua classe social?
– Qual a profissão de seus pais?
– Há tradições importantes para a sua família?
– Qual a religião/crenças do personagem?
– Quais seus hobbies / lazeres?
– É ativista político?

etc.

Em alguns filmes, a dimensão sociológica é a que mais se destaca dentre as três (física, social e psicológica) do personagem.

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O personagem e suas três dimensões

6 ago

Neste post, vamos começar a estudar as três dimensões do personagem (física, social e psicológica). Esta forma de considerar o ser humano parte de uma conclusão simples, a de que todo objeto possui três dimensões: largura, altura e profundidade. É uma característica de nossa realidade.

O ser humano é mais complexo, então a estas se adicionam as dimensões física, sociológica e psicológica.

“Não podemos analisar um ser humano sem conhecer estas três dimensões. (…) Quando estudamos alguém, precisamos conhecer a razão por trás de suas ações e comportamento. O que o levou a ser como é'”. *

A primeira dimensão é a física, e esta é a mais simples e superficial de todas três. “É natural que uma pessoa corcunda veja o mundo de maneira diferente que alguém sem alguma imperfeição física”.

Vamos tomar o exemplo clássico do personagem Quasímodo, em ‘O Corcunda de Notre Dame’ (obra de 1831). A própria estrutura física é o que parece torná-lo um personagem. É preciso ter bem claro na mente que comparações com a vida real são ilusórias quando estudamos personagens. Pois personagens são criações da mente e imaginação de um autor. Não refletem a vida real. Para Victor Hugo, na época em que ele viveu, uma pessoa como Quasímodo tinha deformidades físicas que o tornavam uma espécie de monstro. Mas um monstro de espírito e coração nobres. Aqui lembramos o arquétipo da ‘Bela e a Fera’, sendo que Esmeralda representa o papel da Bela.

Foto: por huangjiahui

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O Personagem III

4 ago

“Considerando que um roteirista trabalha com imagens, as características físicas/visuais do personagem precisam ser levadas em consideração (em “Chinatown”, por exemplo, Jack Nicholson tem um nariz quebrado, porque ele é um detetive e seu trabalho é meter o nariz na vida dos outros)” *.

Em Edward Mãos de Tesoura, por exemplo, o rosto de Edward é cheio de cicatrizes, mostrando que ao longo dos anos ele se atrapalhou bastante com as mãos. Ele também era muito pálido, porque, além de ter sido ‘fabricado’ por um homem, o inventor que o criou (o filme se inspira em Frankstein), nunca saía de casa, então nunca via o sol.

“Personagens são o coraçã e a alma de toda obra literária, de teatro, de cinema e de TV”.

O professor nos estimula a elaborar uma forma pessoal de criar personagens. Muitos escritores pesquisam a fundo antes de criar um personagem. Viajam, leem livros, visitam o projetado ambiente de trabalho em que ele atuará. Tentam, assim, sentir-se ‘dentro’ da vida do personagem, na sua própria pele.

“Seja qual for o seu método, conhecer os seus personagens é um passo fundamental. Já foi dito anteriormente: ‘ você precisa conhecer a sua história’. Agora diremos: ‘você precisa conhecer o seu personagem’.

* Estes posts tomam como base a aula 6 do curso online de roteiro do Cineuropa, escrita por Claudio Dedola. Ele, por sua vez, usa extratos de Lajos-Egri, um roteirista e dramaturgo húngaro-americano.

Sobre personagens e métodos

2 ago

 

Então, já nos divertimos bastante, agora chegou a hora de conhecermos um pouco mais do método de construção dos personagens.

Linhas gerais:

– escreva uma biografia do seu personagem

– defina os objetivos do personagem

– defina as dificuldades que ele precisará superar

Há pessoas que te transmitem boas coisas, que possuem uma aura positva, radiosa, e te passam um pouco dessa felicidade também. Da mesma forma, existem personagens que te fazem sentir assim. Isso nos lembra de outra característica importante do personagem: o grau de ‘empatia’ que ele consegue despertar no público.

Personagens empáticos levam a audiência a se sentirem dispostas a apoiá-lo, a ‘ficar do lado dele’, e esperar durante todo o filme que ele tenha um bom final.

Por exemplo, em Miss Simpatia, torcemos para que Sandra Bullock conseguisse desenvolver a própria feminilidade no final (sem contar que torcemos pelo seu namoro com o colega bonitão, interpretado por Benjamin Bratt).

Dito de outra forma, no final do filme, é preciso que digamos ‘Ai, que lindo!’ ou ‘Ah, que bom!’ ou ‘Ainda bem!’, e por aí vai. Senão, é sinal que os personagens eram insípidos – ou que o filme terá uma continuação.

Então um bom exercício deve ser lembrar os personagens mais empáticos que você já viu num filme e pensar o que é que te agrada nele. ‘Por que gosto desse cara?’ ou ‘Por que gostaria de ser como ela?’ Isso pode te inspirar quando você mesmo for criar seus próprios personagens.

PS: Os filmes “Miss Congeniality” (Miss Simpatia), “10 Coisas que eu odeio em você”, “A Proposta”, a novela brasileira “O Cravo e a Rosa” e todos esses filmes de mulheres ‘duronas’ que desenvolvem ou recuperam a própria feminilidade através de um processo que geralmente inclui comédia e romance se inspiram num arquétipo, ou ‘modelo’,  imortalizado na obra “A Megera Domada”, de Shakespeare.   

Imagem: Color Study 306 by DaintyTimes

O Personagem II

31 jul

Como quase tudo na área da criação artística, não há regras que lhe garantirão como criar um personagem perfeito, inesquecível, um personagem com o qual as pessoas (a audiência) se identifique. Há personagens que marcam a vida de uma pessoa, e até mesmo a transformam.

Veja o caso de Amélie Poulain, por exemplo. Um personagem cativante, com a qual muita gente se identifica. Por quê? É difícil definir exatamente. O olhar ingênuo e ao mesmo tempo malicioso na proporção certa, a fantasia, o altruísmo, a sensibilidade, um certo sentimento de inadequação e de solidão. Uma história que se passa em Montmartre, um dos bairros mais charmosos de Paris. Mas não tempos uma receita de sucesso. Poderia ser só um filme monótono e sombrio em Paris. Mas ficou muito bom. O que garantiu isso? Não existe modelo a ser copiado.

Mas segundo meu professor virtual do Cineuropa 🙂 existe um método que precisa ser seguido. É o que vamos ver nos próximos posts.

Presente: Aula gratis de roteiro

30 jul

Eu já falei aqui mas vale destacar novamente: a primeira aula do curso de roteiro do Cineuropa é gratuita. O arquivo em pdf pode ser baixado aqui. São quatro idiomas disponíveis: inglês, francês, italiano e espanhol. A aula traz nada menos que 29 páginas ricas de excelente informação.

A aula termina com um exercício. Após fazer o exercício,. você envia para a professora do curso e ela responde corrigido e com comentários. Sem compromisso nenhum. Só que depois você vai ficar com vontade de fazer o curso inteiro.

Imagem: PaperUlixisShop